domingo, 5 de abril de 2009

Ao fim de algum tempo ainda não percebo!

Ora, depois de tanto tempo nem sei por onde começar.
Houve quem tivesse trocado de sofá mais uma vez, ou antes, será que voltou o sofá antigo...
Todos nós já trocámos alguma coisa, um sofá um colchão, uma manta para os pés, enfim já todos trocámos qualquer coisa.
Ao andar por ai apercebi-me que já não se anda á procura de alguém, o alguém é que anda á procura de nós.
A net, o telemóvel, tudo fez com que o nosso contacto permanente, até com quem nem conhece-mos, fosse uma forma de uma qualquer pessoa se sentir ainda interessante.
Ora, quem ao conhecer uma pessoa pela net, não floreou um pouco de tudo?
Será que o objecto, computador nos fez tornar mentirosos, ou mais cuidados?
Já escolhemos as fotos, os comentários, até os amigos da rede.
O veiculo que nos trouxe ao futuro será a nossa tristeza? Os risos do primeiro momento, do primeiro encontro do toque que agora só nas teclas... estaremos nós também a ficar tipo robots?
Estou num café, peço o meu café e sem querer entorno no colo do homem, aliás do gajo lindo de morrer, que estava á frente, que faço?
Antes: - Peço desculpa, ajudo a limpar! Vou buscar um guardanapo!
Agora: - Desculpe! Deixo o meu mail para me enviar a conta da lavandaria.

Ficámos nós mal educados? ou a ânsia de esperar pelo mail se tornou um psicotrópico essencial á nossa vida?
A adrenalina da espera, será superior ao toque de guardanapo na virilha?
Estamos assim tão viciadas na espera, que preferimos ligar o pc de 5 em 5 minutos? Ou ainda se prefere que ele a seguir diga " Terei todo o prazer em lhe oferecer um café!".
Estamos nós mulheres completamente viciadas no vício da espera, o vício do telemóvel, da sms, do mail, será mais fácil viver sem homem ou viver sem esses bens essenciais?
Ajudem-me a perceber...

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