Tenho andado a pensar no que me concentrar neste ano de 2020, mas a verdade é que não está fácil.
A amálgama de informação diária é de tal forma grande, que não sabes bem que causa abraçar hoje.
Acabas 2019 a ouvir sobre os incêndios na Austrália, ao leres os diários, continuas a saber que o Bolsonaro é mais estúpido que um peixe. Logo a seguir tens o abeculas do Trump a fazer merda e a criar a mega instabilidade mundial.
As alterações climáticas continuam a não interessar aos políticos, quase como se fosse uma nova moda... A birra dos adolescentes ( millennials).
Quando olhas e percebes que afinal está tudo mal, paro e começo a pensar, se eu me for preocupar com toda esta salgalhada diária, vou acabar com uma crise existencial ou no mínino uma crise de caspa.
A bom rigor, isto está mesmo tudo lixado, e não lhe vejo melhoras, já não vai lá com melhoral.
Entao pensei cá com os meus botões... "tenho de me concentrar só em algumas merdas".
A treta toda é qual vai ser o meu critério de decisão.
Vendo bem, o Bolsonaro vai continuar estúpido, o Trump não vai lá nem com um barrote pelo cu acima, os incêndios na Austrália, já fiz a minha parte, eh pah! esta dificil.
Tens depois os documentários da Netflix, fazem-te parar e pensar, isto está pior do que aquilo que eu pensava. Irra penico ando mesmo com a cabeça a roda.
Posso so escolher três problemas? Posso? Posso?!
É que dava mesmo jeitinho, centrar o foco só em três problemas.
Se tenho de escolher...
As alterações climáticas, vou continuar a fazer birra, nessa que fique claro, vou berrar para quem andar de garrafas de água na mão, e vou continuar a obrigar os badalhocos que deitam lixo para o chão....E que escarrem para o chão, ninguém escarra para o chão, seus porcos... A apanharem as suas merdas.
Vou-me centrar mais na cena da comida, comer carne, eh pah! Vamos lá reduzir isso ao mínimo possível, e comer o que cá se faz e que por cá se produz, isto de andar a comer abacates do Chile ou bananas da Argentina, só mesmo para incultos.
De resto, se calhar é centrar o foco para não absorver tanta merda, porque cheira-me que todos os dias vão continuar a aparecer notícias que me vão fazer ficar com os pelos em pé, sim pelos...este movimento de deixar crescer os pelos até me levanta o pêlo.
No meu olhar pessimista, isto se chegar a 2021, ao menos foquei-me em alguma cena.
Alô 2020, que comecem os dilemas.
Under The Rubber
Para todos aqueles que vivem numa cidade cheia de novidades, de cor e de cheiros...
quarta-feira, 8 de janeiro de 2020
quinta-feira, 6 de julho de 2017
Tempo....tempo....tempo...
Não dá para voltar atrás no tempo, mas ainda bem, não queria, não mudava nada.
O que melhor nos pode acontecer é um dia acordar e dizer..." vou voltar a escrever, só porque estou bem e feliz..."
Porque, para escrever sobre tristezas que não pagam dívidas, já há cá muita tinta a rolar, vamos escrever sobre o que nos faz feliz, sobre a alegria de acordar, de rir e chorar por mais rir.
É bom voltar, sabe bem lembrar o passado, mas melhor ainda escrever o presente.
Vou voltar, e desta vez, não vou parar.
terça-feira, 20 de setembro de 2011
A vida me ensinou..., by Charles Chaplin
A vida me ensinou...
A dizer adeus às pessoas que amo, sem tirá-las do meu coração;
Sorrir às pessoas que não gostam de mim,
Para mostrá-las que sou diferente do que elas pensam;
Fazer de conta que tudo está bem quando isso não é verdade, para que eu possa acreditar que tudo vai mudar;
Calar-me para ouvir; aprender com meus erros.
Afinal eu posso ser sempre melhor.
A lutar contra as injustiças; sorrir quando o que mais desejo é gritar todas as minhas dores para o mundo.
A ser forte quando os que amo estão com problemas;
Ser carinhoso com todos que precisam do meu carinho;
Ouvir a todos que só precisam desabafar;
Amar aos que me machucam ou querem fazer de mim depósito de suas frustrações e desafetos;
Perdoar incondicionalmente, pois já precisei desse perdão;
Amar incondicionalmente, pois também preciso desse amor;
A alegrar a quem precisa;
A pedir perdão;
A sonhar acordado;
A acordar para a realidade (sempre que fosse necessário);
A aproveitar cada instante de felicidade;
A chorar de saudade sem vergonha de demonstrar;
Me ensinou a ter olhos para "ver e ouvir estrelas",
embora nem sempre consiga entendê-las;
A ver o encanto do pôr-do-sol;
A sentir a dor do adeus e do que se acaba, sempre lutando para preservar tudo o que é importante para a felicidade do meu ser;
A abrir minhas janelas para o amor;
A não temer o futuro;
Me ensinou e está me ensinando a aproveitar o presente,
como um presente que da vida recebi, e usá-lo como um diamante que eu mesmo tenha que lapidar, lhe dando forma da maneira que eu escolher.
Charles Chaplin
A dizer adeus às pessoas que amo, sem tirá-las do meu coração;
Sorrir às pessoas que não gostam de mim,
Para mostrá-las que sou diferente do que elas pensam;
Fazer de conta que tudo está bem quando isso não é verdade, para que eu possa acreditar que tudo vai mudar;
Calar-me para ouvir; aprender com meus erros.
Afinal eu posso ser sempre melhor.
A lutar contra as injustiças; sorrir quando o que mais desejo é gritar todas as minhas dores para o mundo.
A ser forte quando os que amo estão com problemas;
Ser carinhoso com todos que precisam do meu carinho;
Ouvir a todos que só precisam desabafar;
Amar aos que me machucam ou querem fazer de mim depósito de suas frustrações e desafetos;
Perdoar incondicionalmente, pois já precisei desse perdão;
Amar incondicionalmente, pois também preciso desse amor;
A alegrar a quem precisa;
A pedir perdão;
A sonhar acordado;
A acordar para a realidade (sempre que fosse necessário);
A aproveitar cada instante de felicidade;
A chorar de saudade sem vergonha de demonstrar;
Me ensinou a ter olhos para "ver e ouvir estrelas",
embora nem sempre consiga entendê-las;
A ver o encanto do pôr-do-sol;
A sentir a dor do adeus e do que se acaba, sempre lutando para preservar tudo o que é importante para a felicidade do meu ser;
A abrir minhas janelas para o amor;
A não temer o futuro;
Me ensinou e está me ensinando a aproveitar o presente,
como um presente que da vida recebi, e usá-lo como um diamante que eu mesmo tenha que lapidar, lhe dando forma da maneira que eu escolher.
quarta-feira, 9 de março de 2011
Facebookar!!!!
Com tanta informação online, Facebook, Twitter, já lá foi o HI5, onde todos dizemos o que queremos, o que estamos a fazer, onde estamos...que mais falta...???
Estamos na era Redes sociais, há que usar e abusar, tirar partido, dar a conhecer, criar e inovar, partilhar...
Aliás a palavra do momento é mesmo PARTILHAR....
Mas partilhar o quê?
O nosso estado de espírito?
A revolta?
O prazer?
Um romance?
Uma viagem?
Todos partilhamos qualquer coisa hoje em dia, mas será mesmo essa a essência da palavra partilhar?
partilhar | v. tr. | v. intr.
Todos partilham....????
Mas partilham o quê?
Estaremos nós a reduzir o sentido da palavra? Sim, sem dúvida que estamos.
É para nós mais fácil clicar num botão e dizer " Estou online" a um amigo do que ligar e dizer "Olá, como estás?".
É o novo conceito de amizade que estará deteriorado, é tão mais fácil ..... é tão mais cómodo....
Uma nova maneira de falar, de compreender os Amigos, de os diminuir enquanto pessoas e sob-avaliar enquanto cibernautas.
É uma dura realidade, mas é a que existe e irá existir cada vez mais.
Nós...os mais cotas.....( como dizem os que pelos 18 andam), sabemos o que é ir a casa dos amigos, brincar, gozar, estragar, sujar, gritar....fazer tudo o que nos dava gozo e que ainda dá, mas que de uma maneira ou de outro o deixamos de fazer, ou fazemos menos.
São essas pequenas grandes coisas que hoje não se faz, não se partilha, não se toca, não se cheira.
Mas a culpa é nossa, eu admito, é mais fácil, é mais prático, facilita tanto a vida, porque não enviar um Twitt, ou fazer um Like, é simples...Porque não?
Mas continuo a ligar, a ir a ver os meus amigos, basta por vezes dizer um Olá!, não custa e sabe tão bem....
Por isso eu digo, continuo a "Twittar" a "Facebookar" mas digam-me Olá!!!!
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
as gajas vs os gajos
Acho que em tempos escrevi algo sobre o assunto, mas ultimamente as coisas que vejo e oiço permitem mais um desabafo.
Há quem diga que as mulheres são complicadas, mas reparem nas diferenças que vou vendo, presenciando, sentindo.
Não quero daqui fazer um blog femininista, nem tão pouco acusar ou mesmo tentar insinuar qualquer coisa, o que acho é que existem evidências cada vez maiores que afinal ter muitos "ticos e tecos" pode ser mais fácil do que só ter dois.
Quando uma mulher se põe a pensar num homem, coloca aquela criatura que ainda nada lhe deu, quanto muito uma forte dor de cabeça, num altar imortalizável, num pedestal cheio de flores, numa esfinge idolatrada pelo Deus sol.
O inverso em nada é diferente...
vamos ser realistas, homem conhece mulher:
olha para todos os lados, repara nos pormenores todos, mas pela negativa, claro, e está aqui a grande diferença.
Se uma mulher vai cheia de berloques, é porque gosta de dar nas vistas,
se uma mulher vai com um grande decote, boas mamas, mas gosta de dar nas vistas para os outros olharem,
se uma mulher vai de mini saia, gosta de dar nas vistas para mostrar as pernas a todos,
se uma mulher vai de cara lavada, é porque não gosta de dar nas vistas, e pelo menos podia produzir-se um pouco mais,
se uma mulher vai demasiado pintada, ui... aquele ar de put.... que eles não gostam de ver naquela mulher que convidaram para jantar.... mas as outras podem.
Reparem no que acontece no fim de um relacionamento.
Uma mulher quando acaba com um homem ou um homem acaba com ela, muitas das vezes, e atenção que não é generalizado, eu sei, tenta seguir a sua vidinha para a frente, podendo mesmo andar á procura de uma outra metade de um coração para complementar o que se despedaçou.
Tenta aquela gaja seguir a sua vida, sabendo que sofreu, sabendo que nada lhe corre bem, que eles só a tratam mal, não lhe ligam nenhuma...
Sabem as mulheres tudo isto, e mais ainda, sabem elas de cor e salteado o que fazer.
Pegar nas amigas e ir para as compras...
Nada que uma tarde nas compras não cure.
Enquanto eles, os homens, aquele ser que nós amamos e odiamos ao mesmo tempo, esses que nos põem o cabelo e os pelos em pé, esses seres que tanta fama têm em fazer sofrer as mulheres, mas será assim, seremos nós a sofrer mais do que eles???
Penso que a verdade não é esta, acho que o homem sofre bem mais do que nós meninas.
O ser inseguro que nos acompanha desde a costela do Adão.
Só o simples facto de só terem um tico e um teco torna as coisas bem mais complicadas.
Nós temos tantos ticos e tantos tecos e acaba por nos distrair...é assim mesmo, eles no meio de tanta confusão pensam tanto ou tão pouco que se distraem uns aos outros.
O homem não, já viram as incessantes discussões que para ali vai!!!
Um tema de conversa, o que por si só já cansa, o fico ou não fico, o quero ou não quero...uma disputa emocional que os torna tão ou mais inconstantes do que nós.
É de facto preocupante que eles não se entendam, o tico e o teco, quem paga as favas somos nós.
O fim de um relacionamento para um homem torna o problema num furacão, as discussões internas e eternas de quem perdeu ou quis perder uma metade de si, isto faz com que o pensamento do homem para com aquelas que lhe aparecem pela frente, caras novas, disposta a coloca-lo num pedestal, o querer estar, fazer, brincar, comer, jogar....sim jogar, tudo não passa de um jogo de sentidos, de toques, de desejos...
O que um quer o outro deseja, ou não.
A incessante descoberta do pensamento HUMANO no sentido figurativo do homem, macho, que quer e não quer, que deseja ter mas não se preocupa como, que perdeu e não quer voltar a perder, as vitórias não alcançadas, as derrotas de uma vida que para sempre permanecem numa eterna discussão entre dois seres..... o tico e o teco....
Há quem diga que as mulheres são complicadas, mas reparem nas diferenças que vou vendo, presenciando, sentindo.
Não quero daqui fazer um blog femininista, nem tão pouco acusar ou mesmo tentar insinuar qualquer coisa, o que acho é que existem evidências cada vez maiores que afinal ter muitos "ticos e tecos" pode ser mais fácil do que só ter dois.
Quando uma mulher se põe a pensar num homem, coloca aquela criatura que ainda nada lhe deu, quanto muito uma forte dor de cabeça, num altar imortalizável, num pedestal cheio de flores, numa esfinge idolatrada pelo Deus sol.
O inverso em nada é diferente...
vamos ser realistas, homem conhece mulher:
olha para todos os lados, repara nos pormenores todos, mas pela negativa, claro, e está aqui a grande diferença.
Se uma mulher vai cheia de berloques, é porque gosta de dar nas vistas,
se uma mulher vai com um grande decote, boas mamas, mas gosta de dar nas vistas para os outros olharem,
se uma mulher vai de mini saia, gosta de dar nas vistas para mostrar as pernas a todos,
se uma mulher vai de cara lavada, é porque não gosta de dar nas vistas, e pelo menos podia produzir-se um pouco mais,
se uma mulher vai demasiado pintada, ui... aquele ar de put.... que eles não gostam de ver naquela mulher que convidaram para jantar.... mas as outras podem.
Reparem no que acontece no fim de um relacionamento.
Uma mulher quando acaba com um homem ou um homem acaba com ela, muitas das vezes, e atenção que não é generalizado, eu sei, tenta seguir a sua vidinha para a frente, podendo mesmo andar á procura de uma outra metade de um coração para complementar o que se despedaçou.
Tenta aquela gaja seguir a sua vida, sabendo que sofreu, sabendo que nada lhe corre bem, que eles só a tratam mal, não lhe ligam nenhuma...
Sabem as mulheres tudo isto, e mais ainda, sabem elas de cor e salteado o que fazer.
Pegar nas amigas e ir para as compras...
Nada que uma tarde nas compras não cure.
Enquanto eles, os homens, aquele ser que nós amamos e odiamos ao mesmo tempo, esses que nos põem o cabelo e os pelos em pé, esses seres que tanta fama têm em fazer sofrer as mulheres, mas será assim, seremos nós a sofrer mais do que eles???
Penso que a verdade não é esta, acho que o homem sofre bem mais do que nós meninas.
O ser inseguro que nos acompanha desde a costela do Adão.
Só o simples facto de só terem um tico e um teco torna as coisas bem mais complicadas.
Nós temos tantos ticos e tantos tecos e acaba por nos distrair...é assim mesmo, eles no meio de tanta confusão pensam tanto ou tão pouco que se distraem uns aos outros.
O homem não, já viram as incessantes discussões que para ali vai!!!
Um tema de conversa, o que por si só já cansa, o fico ou não fico, o quero ou não quero...uma disputa emocional que os torna tão ou mais inconstantes do que nós.
É de facto preocupante que eles não se entendam, o tico e o teco, quem paga as favas somos nós.
O fim de um relacionamento para um homem torna o problema num furacão, as discussões internas e eternas de quem perdeu ou quis perder uma metade de si, isto faz com que o pensamento do homem para com aquelas que lhe aparecem pela frente, caras novas, disposta a coloca-lo num pedestal, o querer estar, fazer, brincar, comer, jogar....sim jogar, tudo não passa de um jogo de sentidos, de toques, de desejos...
O que um quer o outro deseja, ou não.
A incessante descoberta do pensamento HUMANO no sentido figurativo do homem, macho, que quer e não quer, que deseja ter mas não se preocupa como, que perdeu e não quer voltar a perder, as vitórias não alcançadas, as derrotas de uma vida que para sempre permanecem numa eterna discussão entre dois seres..... o tico e o teco....
quinta-feira, 30 de julho de 2009
Gosto muito de ti Meu carequinha.
Augusto dos Anjos : A meu Pai doente
Para onde fores, Pai, para onde fores,
Irei também, trilhando as mesmas ruas...
Tu, para amenizar as dores tuas,
Eu, para amenizar as minhas dores!
Que cousa triste! O campo tão sem flores,
E eu tão sem crença e as árvores tão nuas
E tu, gemendo, e o horror de nossas duas
Mágoas crescendo e se fazendo horrores!
Magoaram-te, meu Pai?! Que mão sombria,
Indiferente aos mil tormentos teus
De assim magoar-te sem pesar havia?!
- Seria a mão de Deus?! Mas Deus enfim
É bom, é justo, e sendo justo, Deus,
Deus não havia de magoar-te assim!
Para onde fores, Pai, para onde fores,
Irei também, trilhando as mesmas ruas...
Tu, para amenizar as dores tuas,
Eu, para amenizar as minhas dores!
Que cousa triste! O campo tão sem flores,
E eu tão sem crença e as árvores tão nuas
E tu, gemendo, e o horror de nossas duas
Mágoas crescendo e se fazendo horrores!
Magoaram-te, meu Pai?! Que mão sombria,
Indiferente aos mil tormentos teus
De assim magoar-te sem pesar havia?!
- Seria a mão de Deus?! Mas Deus enfim
É bom, é justo, e sendo justo, Deus,
Deus não havia de magoar-te assim!
Obrigado por estarem aqui.
Amigo
Mal nos conhecemos Inaugurámos a palavra «amigo».
«Amigo» é um sorriso
De boca em boca,
Um olhar bem limpo,
Uma casa, mesmo modesta, que se oferece,
Um coração pronto a pulsar Na nossa mão!
«Amigo» (recordam-se, vocês aí,
Escrupulosos detritos?)
«Amigo» é o contrário de inimigo!
«Amigo» é o erro corrigido,
Não o erro perseguido, explorado,
É a verdade partilhada, praticada.
«Amigo» é a solidão derrotada!
«Amigo» é uma grande tarefa,
Um trabalho sem fim,
Um espaço útil, um tempo fértil,
«Amigo» vai ser, é já uma grande festa!
Alexandre O'Neill, in 'No Reino da Dinamarca'
Mal nos conhecemos Inaugurámos a palavra «amigo».
«Amigo» é um sorriso
De boca em boca,
Um olhar bem limpo,
Uma casa, mesmo modesta, que se oferece,
Um coração pronto a pulsar Na nossa mão!
«Amigo» (recordam-se, vocês aí,
Escrupulosos detritos?)
«Amigo» é o contrário de inimigo!
«Amigo» é o erro corrigido,
Não o erro perseguido, explorado,
É a verdade partilhada, praticada.
«Amigo» é a solidão derrotada!
«Amigo» é uma grande tarefa,
Um trabalho sem fim,
Um espaço útil, um tempo fértil,
«Amigo» vai ser, é já uma grande festa!
Alexandre O'Neill, in 'No Reino da Dinamarca'
quinta-feira, 16 de julho de 2009
Depois de algum tempo...
Quando te ouvi tocar suspirei,
a melodia dos teus lábios sorriam para mim,
tocas-me como uma nuvem toca o fim.
o eco fez-se surdo, porque fiquei?
A melodia do corpo fez as portas do desejo abrir.
O romper das notas desfez o sabor do vento.
Quero-te aqui perto de mim,
a ouvir o som do tempo.
Ser o amante, ser quem ama
és a música do meu momento.
Quem somos nós?
A infinita tempestade numa cama.
Saber o formato do teu corpo de olhos fechados,
abre o olhar e acende a chama.
Vê-me como eu te vejo,
sente como eu te sinto,
solta-te ao meu lado e
toca a melodia do desejo.
Abrimos os caminhos,
e ouvimos todos os sinos,
mas a dor de quem perdeu
foi o som que morreu.
Saber que a melodia da vida,
foi o amor quente,
de que tão sentida
se tornou ardente.
a melodia dos teus lábios sorriam para mim,
tocas-me como uma nuvem toca o fim.
o eco fez-se surdo, porque fiquei?
A melodia do corpo fez as portas do desejo abrir.
O romper das notas desfez o sabor do vento.
Quero-te aqui perto de mim,
a ouvir o som do tempo.
Ser o amante, ser quem ama
és a música do meu momento.
Quem somos nós?
A infinita tempestade numa cama.
Saber o formato do teu corpo de olhos fechados,
abre o olhar e acende a chama.
Vê-me como eu te vejo,
sente como eu te sinto,
solta-te ao meu lado e
toca a melodia do desejo.
Abrimos os caminhos,
e ouvimos todos os sinos,
mas a dor de quem perdeu
foi o som que morreu.
Saber que a melodia da vida,
foi o amor quente,
de que tão sentida
se tornou ardente.
domingo, 5 de abril de 2009
Ao fim de algum tempo ainda não percebo!
Ora, depois de tanto tempo nem sei por onde começar.
Houve quem tivesse trocado de sofá mais uma vez, ou antes, será que voltou o sofá antigo...
Todos nós já trocámos alguma coisa, um sofá um colchão, uma manta para os pés, enfim já todos trocámos qualquer coisa.
Ao andar por ai apercebi-me que já não se anda á procura de alguém, o alguém é que anda á procura de nós.
A net, o telemóvel, tudo fez com que o nosso contacto permanente, até com quem nem conhece-mos, fosse uma forma de uma qualquer pessoa se sentir ainda interessante.
Ora, quem ao conhecer uma pessoa pela net, não floreou um pouco de tudo?
Será que o objecto, computador nos fez tornar mentirosos, ou mais cuidados?
Já escolhemos as fotos, os comentários, até os amigos da rede.
O veiculo que nos trouxe ao futuro será a nossa tristeza? Os risos do primeiro momento, do primeiro encontro do toque que agora só nas teclas... estaremos nós também a ficar tipo robots?
Estou num café, peço o meu café e sem querer entorno no colo do homem, aliás do gajo lindo de morrer, que estava á frente, que faço?
Antes: - Peço desculpa, ajudo a limpar! Vou buscar um guardanapo!
Agora: - Desculpe! Deixo o meu mail para me enviar a conta da lavandaria.
Ficámos nós mal educados? ou a ânsia de esperar pelo mail se tornou um psicotrópico essencial á nossa vida?
A adrenalina da espera, será superior ao toque de guardanapo na virilha?
Estamos assim tão viciadas na espera, que preferimos ligar o pc de 5 em 5 minutos? Ou ainda se prefere que ele a seguir diga " Terei todo o prazer em lhe oferecer um café!".
Estamos nós mulheres completamente viciadas no vício da espera, o vício do telemóvel, da sms, do mail, será mais fácil viver sem homem ou viver sem esses bens essenciais?
Ajudem-me a perceber...
Houve quem tivesse trocado de sofá mais uma vez, ou antes, será que voltou o sofá antigo...
Todos nós já trocámos alguma coisa, um sofá um colchão, uma manta para os pés, enfim já todos trocámos qualquer coisa.
Ao andar por ai apercebi-me que já não se anda á procura de alguém, o alguém é que anda á procura de nós.
A net, o telemóvel, tudo fez com que o nosso contacto permanente, até com quem nem conhece-mos, fosse uma forma de uma qualquer pessoa se sentir ainda interessante.
Ora, quem ao conhecer uma pessoa pela net, não floreou um pouco de tudo?
Será que o objecto, computador nos fez tornar mentirosos, ou mais cuidados?
Já escolhemos as fotos, os comentários, até os amigos da rede.
O veiculo que nos trouxe ao futuro será a nossa tristeza? Os risos do primeiro momento, do primeiro encontro do toque que agora só nas teclas... estaremos nós também a ficar tipo robots?
Estou num café, peço o meu café e sem querer entorno no colo do homem, aliás do gajo lindo de morrer, que estava á frente, que faço?
Antes: - Peço desculpa, ajudo a limpar! Vou buscar um guardanapo!
Agora: - Desculpe! Deixo o meu mail para me enviar a conta da lavandaria.
Ficámos nós mal educados? ou a ânsia de esperar pelo mail se tornou um psicotrópico essencial á nossa vida?
A adrenalina da espera, será superior ao toque de guardanapo na virilha?
Estamos assim tão viciadas na espera, que preferimos ligar o pc de 5 em 5 minutos? Ou ainda se prefere que ele a seguir diga " Terei todo o prazer em lhe oferecer um café!".
Estamos nós mulheres completamente viciadas no vício da espera, o vício do telemóvel, da sms, do mail, será mais fácil viver sem homem ou viver sem esses bens essenciais?
Ajudem-me a perceber...
sábado, 14 de fevereiro de 2009
The V day
O dia V, o dia daqueles que teóricamnete se encontram apaixonados por um dia, passar o dia com a pessoa que temos ao nosso lado.
Será o dia um estigma dos solteiros?
Ou podem os solteiros comemorar esse dia?
A pessoa ao nosso lado? O amigo, a amiga, os namoros de sempre, aqueles que mesmo na pior das situações nos amam incondicionalmente, que nos ligam só para dizer, oi estou aqui! Esses nossos namorados(as) de sempre, que nos ajudam, que por tudo nos confortam, nos alegram e nos fazem chorar.
Estigmas á parte é um dia de despesas, ter de dar uma prenda apenas nesse dia, ir jantar fora, preparar algo especial, porque não ter a inspiração de comemorar um dia por semana como o dia de S. Valentim.
Fazer uma surpresa num dia que de nada tem de surpreendente, já é espectável, um dia em que o significado da prenda, do inesperado se perde com o capitalismo, com o monopólio comercial que o rodeia.
Porque não juntar parte do capital gasto num dia e dividi-lo por vários, fazer a mais pequena surpresa do dia a dia, um beijo especial, um sorriso, uma flor que podias apanhar no jardim do vizinho do lado.
Porquê num dia tentar fazer o que muito provavelmente não fizeste o ano inteiro, altera o espírito do dia V e faz dele o teu espírito diário.
Será o dia um estigma dos solteiros?
Ou podem os solteiros comemorar esse dia?
A pessoa ao nosso lado? O amigo, a amiga, os namoros de sempre, aqueles que mesmo na pior das situações nos amam incondicionalmente, que nos ligam só para dizer, oi estou aqui! Esses nossos namorados(as) de sempre, que nos ajudam, que por tudo nos confortam, nos alegram e nos fazem chorar.
Estigmas á parte é um dia de despesas, ter de dar uma prenda apenas nesse dia, ir jantar fora, preparar algo especial, porque não ter a inspiração de comemorar um dia por semana como o dia de S. Valentim.
Fazer uma surpresa num dia que de nada tem de surpreendente, já é espectável, um dia em que o significado da prenda, do inesperado se perde com o capitalismo, com o monopólio comercial que o rodeia.
Porque não juntar parte do capital gasto num dia e dividi-lo por vários, fazer a mais pequena surpresa do dia a dia, um beijo especial, um sorriso, uma flor que podias apanhar no jardim do vizinho do lado.
Porquê num dia tentar fazer o que muito provavelmente não fizeste o ano inteiro, altera o espírito do dia V e faz dele o teu espírito diário.
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O dilema 2020.
Tenho andado a pensar no que me concentrar neste ano de 2020, mas a verdade é que não está fácil. A amálgama de informação diária é de tal ...
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Com tanta informação online, Facebook, Twitter, já lá foi o HI5, onde todos dizemos o que queremos, o que estamos a fazer, onde estamos...qu...
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Não dá para voltar atrás no tempo, mas ainda bem, não queria, não mudava nada. O que melhor nos pode acontecer é um dia acordar e dizer.....