Ora, depois de tanto tempo nem sei por onde começar.
Houve quem tivesse trocado de sofá mais uma vez, ou antes, será que voltou o sofá antigo...
Todos nós já trocámos alguma coisa, um sofá um colchão, uma manta para os pés, enfim já todos trocámos qualquer coisa.
Ao andar por ai apercebi-me que já não se anda á procura de alguém, o alguém é que anda á procura de nós.
A net, o telemóvel, tudo fez com que o nosso contacto permanente, até com quem nem conhece-mos, fosse uma forma de uma qualquer pessoa se sentir ainda interessante.
Ora, quem ao conhecer uma pessoa pela net, não floreou um pouco de tudo?
Será que o objecto, computador nos fez tornar mentirosos, ou mais cuidados?
Já escolhemos as fotos, os comentários, até os amigos da rede.
O veiculo que nos trouxe ao futuro será a nossa tristeza? Os risos do primeiro momento, do primeiro encontro do toque que agora só nas teclas... estaremos nós também a ficar tipo robots?
Estou num café, peço o meu café e sem querer entorno no colo do homem, aliás do gajo lindo de morrer, que estava á frente, que faço?
Antes: - Peço desculpa, ajudo a limpar! Vou buscar um guardanapo!
Agora: - Desculpe! Deixo o meu mail para me enviar a conta da lavandaria.
Ficámos nós mal educados? ou a ânsia de esperar pelo mail se tornou um psicotrópico essencial á nossa vida?
A adrenalina da espera, será superior ao toque de guardanapo na virilha?
Estamos assim tão viciadas na espera, que preferimos ligar o pc de 5 em 5 minutos? Ou ainda se prefere que ele a seguir diga " Terei todo o prazer em lhe oferecer um café!".
Estamos nós mulheres completamente viciadas no vício da espera, o vício do telemóvel, da sms, do mail, será mais fácil viver sem homem ou viver sem esses bens essenciais?
Ajudem-me a perceber...
Para todos aqueles que vivem numa cidade cheia de novidades, de cor e de cheiros...
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