Augusto dos Anjos : A meu Pai doente
Para onde fores, Pai, para onde fores,
Irei também, trilhando as mesmas ruas...
Tu, para amenizar as dores tuas,
Eu, para amenizar as minhas dores!
Que cousa triste! O campo tão sem flores,
E eu tão sem crença e as árvores tão nuas
E tu, gemendo, e o horror de nossas duas
Mágoas crescendo e se fazendo horrores!
Magoaram-te, meu Pai?! Que mão sombria,
Indiferente aos mil tormentos teus
De assim magoar-te sem pesar havia?!
- Seria a mão de Deus?! Mas Deus enfim
É bom, é justo, e sendo justo, Deus,
Deus não havia de magoar-te assim!
Para todos aqueles que vivem numa cidade cheia de novidades, de cor e de cheiros...
quinta-feira, 30 de julho de 2009
Obrigado por estarem aqui.
Amigo
Mal nos conhecemos Inaugurámos a palavra «amigo».
«Amigo» é um sorriso
De boca em boca,
Um olhar bem limpo,
Uma casa, mesmo modesta, que se oferece,
Um coração pronto a pulsar Na nossa mão!
«Amigo» (recordam-se, vocês aí,
Escrupulosos detritos?)
«Amigo» é o contrário de inimigo!
«Amigo» é o erro corrigido,
Não o erro perseguido, explorado,
É a verdade partilhada, praticada.
«Amigo» é a solidão derrotada!
«Amigo» é uma grande tarefa,
Um trabalho sem fim,
Um espaço útil, um tempo fértil,
«Amigo» vai ser, é já uma grande festa!
Alexandre O'Neill, in 'No Reino da Dinamarca'
Mal nos conhecemos Inaugurámos a palavra «amigo».
«Amigo» é um sorriso
De boca em boca,
Um olhar bem limpo,
Uma casa, mesmo modesta, que se oferece,
Um coração pronto a pulsar Na nossa mão!
«Amigo» (recordam-se, vocês aí,
Escrupulosos detritos?)
«Amigo» é o contrário de inimigo!
«Amigo» é o erro corrigido,
Não o erro perseguido, explorado,
É a verdade partilhada, praticada.
«Amigo» é a solidão derrotada!
«Amigo» é uma grande tarefa,
Um trabalho sem fim,
Um espaço útil, um tempo fértil,
«Amigo» vai ser, é já uma grande festa!
Alexandre O'Neill, in 'No Reino da Dinamarca'
quinta-feira, 16 de julho de 2009
Depois de algum tempo...
Quando te ouvi tocar suspirei,
a melodia dos teus lábios sorriam para mim,
tocas-me como uma nuvem toca o fim.
o eco fez-se surdo, porque fiquei?
A melodia do corpo fez as portas do desejo abrir.
O romper das notas desfez o sabor do vento.
Quero-te aqui perto de mim,
a ouvir o som do tempo.
Ser o amante, ser quem ama
és a música do meu momento.
Quem somos nós?
A infinita tempestade numa cama.
Saber o formato do teu corpo de olhos fechados,
abre o olhar e acende a chama.
Vê-me como eu te vejo,
sente como eu te sinto,
solta-te ao meu lado e
toca a melodia do desejo.
Abrimos os caminhos,
e ouvimos todos os sinos,
mas a dor de quem perdeu
foi o som que morreu.
Saber que a melodia da vida,
foi o amor quente,
de que tão sentida
se tornou ardente.
a melodia dos teus lábios sorriam para mim,
tocas-me como uma nuvem toca o fim.
o eco fez-se surdo, porque fiquei?
A melodia do corpo fez as portas do desejo abrir.
O romper das notas desfez o sabor do vento.
Quero-te aqui perto de mim,
a ouvir o som do tempo.
Ser o amante, ser quem ama
és a música do meu momento.
Quem somos nós?
A infinita tempestade numa cama.
Saber o formato do teu corpo de olhos fechados,
abre o olhar e acende a chama.
Vê-me como eu te vejo,
sente como eu te sinto,
solta-te ao meu lado e
toca a melodia do desejo.
Abrimos os caminhos,
e ouvimos todos os sinos,
mas a dor de quem perdeu
foi o som que morreu.
Saber que a melodia da vida,
foi o amor quente,
de que tão sentida
se tornou ardente.
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